"Isso se torna resistência. Quando você não deixa o culto do seu Deus, não é só um Deus... Como Xangô. Xangô não é só Xangô divindade. É Xangô herói, Xangô como estado! As divindades na maioria delas, misturavam-se com o próprio lugar, com o próprio culto. Lembrar de Xangô não é só o Orixá Xangô, o Deus Xangô. Era manter a lembrança da onde vÍnhamos."
(Babá Diego de Odé)

VIVÊNCIA E APRENDIZADO PESSOAL
Frequento terreiro desde 2014, sou iyawò e fui reconhecida como iniciada pela minha comunidade de axé no dia 30 de julho de 2016. Desde então percebi que não havia mais como separar o Candomblé de mais nada em minha vida, começando a implantá-lo em tudo que fosse possível, inclusive na academia.
A partir disso, fui recolhendo registros e ensinamentos, que por meio deste projeto-obra, busquei fazer destas informações, algo digitalmente acessível para que não seja apenas acadêmico, mas algo socialmente útil e de certa maneira conseguir ensinar através dos olhos de uma pessoa com a minha vivência aos que buscam por informações.
Com ele, pude enxergar o Candomblé de diversas formas e ângulos diferentes e entender como minha comunidade enxerga nossos ancestrais e as próprias divindades, obtendo um resultado satisfatório. Além de aprendizado, o projeto Òmnira me proporcionou momentos de emoção em meio a entrevistas e registros de festejos, aumentando ainda mais o meu prazer em estudar este tema e repassá-lo de um jeito suave para quem possa desejar.
O momento que vivemos implora à comunidade de axé identidade, informação e que continuemos resistindo e lutando por nossa liberdade de culto, sobrevivência e preservação, de nós, da nossa memória ancestral e do que acreditamos, que é lindo e cheio de cultura, porém, bastante hostilizado por preconceitos que se fundamentam em pura ignorância.
Já lutamos outras vezes e assim continuaremos!
