"Isso se torna resistência. Quando você não deixa o culto do seu Deus, não é só um Deus... Como Xangô. Xangô não é só Xangô divindade. É Xangô herói, Xangô como estado! As divindades na maioria delas, misturavam-se com o próprio lugar, com o próprio culto. Lembrar de Xangô não é só o Orixá Xangô, o Deus Xangô. Era manter a lembrança da onde vÍnhamos."
(Babá Diego de Odé)

ORIXÁS
Oloduma criou os Orixás Irunmolés, que são divindades que habitam o Orum desde antes da criação do Ayê e dos seres humanos. Em algumas crenças é dito que existem Orixás que eram humanos que viveram entre nós e tiveram seus defeitos absolvidos por bom comportamento ou atos de bravura, outros são energias vivas da natureza. Se alguém precisa fazer um pedido ou agradecer algo ao criador, agrada o Orixá, desta forma, o pedido é ouvido e aquela, aquela energia da natureza, irá interceder conforme seu merecimento.
"São forças elementais que se condensaram com a própria história da humanidade."
Babá Diego de Odé
Na África são cultuados centenas de Orixás, mas quando os negros de diversas regiões diferentes foram trazidos para o Brasil, ficaram sendo cultuados aqui os mais comuns entre estas regiões. No Ketu são cultuados em torno de vinte Orixás, sendo eles: Esú, Ogum, Oxóssi, Otin, Logun-Edé, Xangô, Airá, Omulú, Jagun, Oxumarè, Ossain, Oyá, Oxum, Iemanjá, Nanã, Ewá, Obá, Iroko e Oxalá. Cada Orixá é responsável por um elemento da natureza, mesmo que algumas pessoas os veja como uma personalidade, eles são energias, não seres. Yemanjá não é uma sereia que vive no mar, Yemanjá é o próprio mar. Oxóssi não é um homem que vive na floresta, Oxóssi é a própria floresta. A humanização destas energias nos dias de hoje é feita como forma de representação facilitadora da crença e também como forma de enxergar os nossos ancestrais iniciados a cada um e o que eles fizeram enquanto viviam na Terra.
Na execução de Ómnira, serão abordados apenas três desses Orixás. Sendo eles Esú, Oxóssi e Yemanjá.
