"Isso se torna resistência. Quando você não deixa o culto do seu Deus, não é só um Deus... Como Xangô. Xangô não é só Xangô divindade. É Xangô herói, Xangô como estado! As divindades na maioria delas, misturavam-se com o próprio lugar, com o próprio culto. Lembrar de Xangô não é só o Orixá Xangô, o Deus Xangô. Era manter a lembrança da onde vÍnhamos."
(Babá Diego de Odé)

ESTRUTURA
Tanto a pesquisa quanto o material audiovisual estão hospedados neste site, divididos em tópicos, sendo eles os de imersão histórica, presentes no "Candomblé: Uma história de resistência" e "Ketu" , que apresentam como a religião foi importante no processo de descolonização na África e na resistência dos negros africanos traficados para a escravatura no Brasil, os ajudando a manter a força para que pudessem conseguir ser firmes na condição em que foram colocados e também de vivências pessoais minhas e de outros adeptos presentes nos documentários em série no tópico "Orixás".
A imersão histórica é fundamental para a contextualização da situação que se encontrava o Candomblé dos tempos de sua fundação até os dias de hoje e explicar o porque a manutenção dos ritos tradicionais é necessária e importante para a afirmação e resistência da nossa identidade, que ajuda a nos dar visibilidade e representatividade na sociedade. Mesmo havendo historiografia que nos leva a crer que a África é a mãe da humanidade, ainda existe muito preconceito envolvendo a cultura africana, principalmente em relação às religiões de sua matriz, ritualística e seus fundamentos mitológicos
Aqui é apresentado também a importância dos itans no tópico "MITOLOGIA" e como eles influenciam através da oralidade, outros aspectos dentro do culto além dos dogmas. Desta forma, tentarei reforçar que não existe Candomblé sem contextualização histórica, MITOLOGIA, música e dança separadamente, pois cada elemento está diretamente ligado ao outro e podem ser utilizados em expressões artísticas de forma respeitosa e com representatividade positiva. Assim como a história do Candomblé não se separa da arte, este projeto também não. Tudo é pesquisa e tudo é obra, sem distinção.
Cada tópico contém interações por vídeos, imagens e áudios, imergindo o leitor profundamente na cena do Candomblé de Ketu, mantendo viva e constante, a oralidade como parte primordial da pesquisa. Pois para se conseguir sentir o Candomblé não basta apenas ler, é necessário também ver, ouvir e sentir.
